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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Alfabetizar letrando

Lucia Soares da Silva Garcia



Garcia enfatiza que o letramento e alfabetização são processos indissociáveis. O indivíduo precisa muito mais  que apenas decodificar códigos, faz-se necessário que o indivíduo também seja letrado para que possa exercer suas práticas sociais.
"Quando se ensina uma criança a ler palavras que ela usa no dia a dia, sem a preocupação com a decifração, o processo de alfabetização não sai da estaca zero" Cagliari p. 76 
Assim como a alfabetização e o letramento são processos que caminham juntos, precisamos  repensar a aquisição da língua escrita, baseado no alfabetizar letrando.
Visto que a sociedade hoje é uma sociedade grafocêntrica, não basta ao indivíduo ser  simplesmente alfabetizado, ou seja, aprender meramente a decodificar,  saber ler e escrever, é insuficiente para vivenciar plenamente a cultura escrita e responder às demandas da sociedade atual, é preciso letrar-se, ou seja tornar-se um indivíduo que não só saiba ler e escrever, mas exercer as práticas sociais de leitura e escrita que circulam na sociedade em que vive (Soares, 2000).



















quarta-feira, 16 de maio de 2012

Como pais e professores podem trabalhar a leitura de crianças de até 5 anos?


Prática de leitura



Os pais (responsável) são as pessoas mais influentes na vida da criança e na educação não é diferente. O contato da criança com a leitura pode ocorrer antes mesmo da criança iniciar a vida escolar, com a ajuda dos pais. Se os pais gostam de ler ajudará bastante, mas se não for o caso não haverá problemas, apenas vai exigir uma disponibilidade e paciência. Na hora de fazer a lista de compras porque não chamar a criança para ajudar a montar a mesma, em um momento tranquilo e oportuno uma história cai bem, bilhetes na geladeira  ou leituras das regras de um jogo são alguns exemplos de atividades de leitura. Os pais não vão ensinar os filhos formalmente a ler e escrever mas ele pode e deve inserir a criança desde cedo no mundo das letras. A criança que cresce em constante contato com a leitura acaba se apropriando da língua escrita de maneira mais autoral e adquirindo experiência que vão fazer diferença na hora de ela aprender a ler e escrever. 
Aos pais e professores cabem desenvolver um ambiente favorável para a aprendizagem de seus alunos estimular a leitura de forma contextualizada e não fraguimentada. Selecionar de vez enquanto uma criança para contar uma história, trabalhar alguma reportagem que tenha chamado a atenção pedindo que elas expressem sua opinião sobre as mesmas, uma dramatização feita pelos alunos e organizada por eles de uma história contada em sala são alguns exemplos de atividades que podem ser trabalhadas em sala com crianças de até 5 anos, com o intuito de despertar o prazer e a curiosidade pela leitura e a escrita. A gente só tem prazer de aprender quando existe uma afinidade com o que se vai aprender. E essa afinidade começa em casa.





quarta-feira, 25 de abril de 2012

O PORTFÓLIO ELETRÔNICO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Portfólio como Avaliação Formativa
A avaliação ainda é um assunto polêmico no meio educacional. Os currículos de nossas escolas têm sido propostos para atender a massificação do ensino. Não se planeja para cada aluno, mas para muitas turmas de alunos numa hierarquia de séries.
O processo avaliativo ainda não alcançou progressos no ensino, mantendo-se classificatório e seletivo. O processo de avaliar deve ser colocado como um elemento integrador e motivador, e não como uma situação de ameaça, pressão ou terror.
O Portfólio eletrônico pode ser uma nova alternativa de avaliação sem ser excludente e punitiva. "O portfólio é um dos procedimentos de avaliação norteado pelos princípios da avaliação formativa". Villas  Boas ( 2004). 


A avaliação formativa é um processo contínuo, e visa à correção das possíveis distorções 

e ao encaminhamento para consecução dos objetivos. Trata-se da continuidade da 

aprendizagem do aluno e não da continuidade de provas. Por tanto é necessário que o 

professor tenha um plano de ensino elaborado para nortear seu trabalho. O critérios de 

avaliação deve ser definido de acordo com a necessidade dos alunos e professores.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

ESCOLA MUNICIPAL BARRO BRANCO


"Os fantásticos livros voadores"


Em tempos de conhecimento virutal e viagens on-line "The Fantastic
 Flying Books of Mr. Morris
 Lessmore é um retorno ao encanto que os livros nos proporcionam.
 Uma história encantadora e emocionante que apresenta  a relação
 sobrenatural entre a Humanidade e os livros.
Não poderia deixar de compartilhar com meus amigos obra tão singular e bela. 
O curta foi eleito melhor filme de animação do Oscar 2012.




A Escola Municipal Barro Branco, em parceria com a FEBF está desenvolvendo um projeto de pesquisa, patrocinado pela FAPERJ, que visa despertar em toda comunidade, no qual a escola está inserida um novo olhar sobre a leitura. Procurando despertar nos participantes o prazer pela leitura em suas diversas dimensões.
O seminário de leitura é uma das atividades no projeto. Por isso, não trata-se apenas de um momento organizado, mas, principalmente, da transformação de nossas práticas diárias de leitura.
Todos os elementos da unidade escolar estão envolvidas em atividades. Por exemplo, no terceiro dia do seminário houve oficinas de leituras para todos os alunos. Sendo estas distribuídas de acordo com seus interesses. ( Entrevista realizada com a professora Dilcirlene do 5º ano, sobre o projeto realizado na FEBF nos dias 11 e 12 de abril). 
No dia 12 houve uma palestra, que agora não me recordo o nome da palestrante, que chamou minha atenção. Palestrante contou a história da tartaruga e a onça. Não me recordo muito bem...mas me parece que a onça muito esperta pediu q o papagaio avisasse a todos na floresta que ela estava doente e queria a visita de todos os animais. Todos foram bem que de pressa, a tartaruga não conseguiu acompanhar e foi a última a chegar. Chegando na porta da caverna onde vivia a onça, a tartaruga parou e observou que havia várias pegadas entrando na caverna, mas nenhuma saindo, e resolveu orar pela onça dali mesmo para que ela melhorasse e não entrou, a tartaruga foi a única que sobreviveu. 
Após essa história a palestrante chamou atenção para a leitura da situação, uma interpretação do meio...a importância de se interpretar situações do dia dia, e isso é uma forma de leitura. Tornar cidadãos críticos vai além de de alfabetizar alguém. Muitas vezes ensinamos nossos alunos a decodificar códigos e não a ler, pois a leitura exige um olhar de criticidade e muitas vezes isso é arrancado ou não trabalhado com nossos alunos. A proposta da Escola Barro Branco é exatamente essa, a de tornar seus alunos leitores críticos, não só dos códigos mas também da vida!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Linguagem Infantil

Debate 2

O processo de aquisição da escrita na educação infantil

Suely Amaral Mello



Linguagem infantil, outras formas de leituras
 "Sem exercitar essa expressão, o escrever fica cada vez mais mecânico, pois, sem ter o que dizer, a criança não tem o que escrever." Mello, Suely Amaral (2009)  p.27
Segundo Mello,  ensinar a criança a ler e escrever como um treino de forma mecanizada, sem exercitar a sua expressão é um erro. 
As crianças precisam brincar, desenhar, se expressar de alguma forma para que sua formação de identidade seja afirmada. Assimilar o que acontece ao seu redor e expressar isso em palavras é muito importante, ou seja, formar as ideias e organiza-las. 
O vídeo acima caracteriza essa expressão que Mello descreve como importante. Alfabetizar uma criança vai além da decodificação de sinais. Só se pode escrever aquilo que está interiorizado em forma de expressão quando existe uma relação de conforto e criatividade.
Coincidência ou não, ontem meu filho de 8 anos, trouxe uma atividade de casa que era para escrever uma história, narrar um acontecimento na primeira pessoa. Eu sempre o auxilio nas atividades de casa e ao seu coleguinha também. Os dois começaram a dizer como seriam suas histórias. Meu filho deu o tema de sua história de "A ilha Misteriosa" o amiguinho "Viagem no espaço" e começaram a imaginar suas aventuras antes de escrever. E percebi que ao fazer isso o processo da escrita foi muito fácil, até eles se surpreenderam com o quanto escreveram. Eles brincaram e disseram que estavam inspirados. Mas não deixa de ser verdade, antes de serem obrigados a escrever uma história qualquer eles puderam idealizar primeiro, se familiarizarem com o que eles iam escrever. E foi a partir desse episódio que consegui visualizar o que a autora tenta explicar em seu texto. 

quinta-feira, 22 de março de 2012

Debate 1

 Literatura com letras e sem letras na educação infantil do norte da Itália

Maria Cristina Rizzoli






      Lendo o texto de Maria Cristina Rizzoli me fez retomar várias situações vividas com meu filho. Por vária vezes ele me fazia perguntas e eu querendo sanar suas dúvidas respondia de forma racional, ele logo me dizia que não precisava falar mais que a resposta era grande. Quando a mesma situação acontecia com meu esposo, sua atenção era prendida e várias gargalhas eram dadas espontaneamente. Como ele gostava e ainda gosta de ouvir as histórias doidas do pai.  
      Infelizmente não sei contar histórias, sei ler histórias o que é bem diferente de contar...minha imaginação é limitada, já meu esposo viaja. Acho muito legal, até eu dou algumas gargalhadas com as histórias criadas por situações do nosso dia-a-dia, ele é uma comédia."Ouvir histórias desenvolve, também, uma capacidade de grande imaginação" Rizzoli p.9 - Madson tem uma ótima imaginação, gosto de suas redações, ele escreve bem e fala bem. 
Os livros e os desenhos animados que também são histórias despertam e aguçam a imaginação da criança facilitando sua expressão. Quando sua imaginação aflora seu poder argumentativo cresce e só poderá escrever se tiver o que dizer.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco
Até o be-a-bá.
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha
Duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel...
Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Te acompanhar nas provas
Bimestrais, você vai ver
Serei, de você, confidente fiel
eu pranto molhar meu papel...
Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem
Seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá
Num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel...
O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer...
Só peço, à você
Um favor, se puder
Não me esqueça
Num canto qualquer...(2x)


Esta música relata exatamente o que meu caderno representava para mim...
Na infância, adorava desenhar, sempre havia uns corações e umas florzinhas que defeniam as margens do meu companheiro. Abaixo do cabeçalho sempre tinha o jardinzinho com muitas flores, árvores, sol entre as nuvens, andorinhas ou uma tentativa de representar as mesmas, tudo isso ao lado de uma casa com chaminé.
Ao descobrir o primeiro amor na pré-adolescência, era um tal de rabiscar "eu te amo"... Sempre tive muito zelo e capricho com meu caderno, era tudo muito organizado.
Hoje, já adulta e graduanda, minha relação com ele mudou um pouco, aquele apego que eu tinha já não existe mais, hoje são breves anotações importantes ou alguns resumos que me são necessários. No mais a relação da gente tem sido bem distante, mas nem sempre foi assim.